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Conheça Maria Conceição, a portuguesa que ultrapassa limites pelas crianças de Dhaka
Entrevista

Publicado a 10 de janeiro de 2017 por Mulher Africana


Revista Mulher Africana (RMA) - Quando surge a ideia da criação da Fundação Maria Cristina?
Maria Conceição (MC) - Tudo começou em 2005, quando fiz uma escala em Dhaka e deparei-me com um nível de pobreza que nunca tinha visto antes, muito menos na Europa. Senti que não podia ficar indiferente e pus mãos à obra, ajudando com o que podia a vários níveis, até que acabei por fundar o Dhaka Project, aí sim já focado na educação das crianças, e que mais tarde veio a transformar-se na Fundação Maria Cristina.
 
RMA - Sendo o seu nome Maria Conceição, de onde vem o nome da Fundação?
MC - A Fundação tem o nome da minha mãe adotiva, Maria Cristina, uma senhora refugiada angolana que me aceitou na sua casa e no seu coração, apesar de ter dificuldades financeiras e de ter mais seis filhos. Mas, como ela própria costumava dizer, “onde cabem seis, cabem sete”. Levo esta máxima comigo até hoje. Ela continua a ser a minha maior fonte de inspiração.
 
RMA - A que se dedica a fundação?
MC - O nosso objetivo é ajudar a quebrar ciclos de pobreza de centenas de anos através da educação. Garantimos estudos de qualidade a 131 crianças do bairro de lata de Gawair, em Dhaka, Bangladesh.
 
RMA - A Maria Conceição supera algumas provas físicas para a angariação de fundos da fundação, quando decidiu aceitar esse desafio?
MC - No início, tive vários apoios do Dubai, mas quando a crise chegou, apercebi-me que tinha de fazer algo para angariar dinheiro ou não poderia garantir a educação das crianças. Comecei a pesquisar e percebi que nada chama a atenção como o desporto, e achei que seria a melhor forma de angariar o dinheiro necessário para o projeto. E eu nem praticava desporto! O máximo que fazia era andar entre as fileiras do avião a perguntar às pessoas se queriam carne ou peixe…
 
RMA - A Maria Conceição foi a primeira mulher portuguesa a subir o Monte Everest, como fez essa jornada? O que a marcou mais? 
MC - A preparação é sempre duríssima. As pessoas costumam ver o resultado, que é fantástico, mas raramente têm acesso às condições em que fico durante os treinos. Já passei muito, muito mal. Como disse, nem sabia nadar quando me inscrevi para a Travessia do Canal da Mancha, e tive de passar disso para um treino que envolvia passar muito tempo dentro de água gelada. O mesmo se passou com o Evereste, eu não era alpinista, por isso tive mesmo de começar do zero. É sempre muito duro. Quando cheguei ao topo do Evereste, pensei que era bonito, mas o que me ocupava a mente era a possibilidade de morrer. Tinha avançado mais depressa que o meu guia e estava sozinha no topo, sem ajuda e sem oxigénio. Além de que é na descida que mais pessoas morrem. Foi um dos maiores e mais assustadores desafios de sempre. O que me manteve focada foi pensar que as minhas crianças dependiam de mim, e que se desistisse, elas ficariam sem acesso à educação naquele ano.
 
RMA - Voltaria a fazê-la?
MC - Faria de tudo pelas minhas crianças.
 
RMA – Qual é o próximo desafio que tem agendado?
MC - É surpresa! Mas vai ser um dos mais intensos de sempre. Mantenham-se atentos às nossa redes sociais para se manterem a par das novidades, o próximo desafio será divulgado em breve.
 
RMA - Como podemos apoiar a Fundação?
MC - Através de donativos. Se cada português se levantasse ainda hoje e decidisse doar 1€ à Fundação, eu teria o suficiente para garantir a educação de todas as minhas crianças até ao 12º ano. Podem ir à nossa página do Facebook, doar através do Paypal, ou fazer uma transferência para o nosso IBAN (PT50 0035 0229 00019178 930). Podem até apoiar uma criança pela totalidade dos estudos, mas qualquer coisa ajuda. É um trabalho de formiga, um esforço que nunca acaba, uma luta desesperada para garantir que a cada ano, nenhuma das nossas crianças fica fora da escola por falta de fundos. Nós temos tanto, deste lado do mundo… Quero acreditar que as pessoas que abrem o coração a esta realidade não podem mais ficar indiferentes, como eu também não fiquei.  

Conheça mais sobre esta fundação aqui.


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Publicado a 10-1-2017 por Mulher Africana
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