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Soft Block não é infantilidade. Infantilidade é permanecer onde já não existe verdade.

Tem gente que acha que o Soft Block é crueldade.

Eu acho maturidade emocional.

 

Porque existe uma diferença enorme entre ferir alguém… e simplesmente entender que certos ciclos não precisam mais continuar.

 

Eu simplesmente AMO quando a pessoa me dá Soft Block.

Para mim, aquilo comunica algo que muita gente nunca aprendeu a fazer: encerrar sem guerra.

 

É quase como se a pessoa dissesse, em silêncio:

“Eu não quero mais acompanhar sua vida. Não faz mais sentido para mim manter esse contato. Então, ao invés de criar desconforto, conflitos desnecessários ou alimentar uma presença vazia… eu vou sair discretamente.”

 

E sinceramente?

Isso é raro.

 

A maioria das pessoas prefere permanecer por conveniência emocional.

Continuam ali assistindo seus stories, observando sua rotina, acompanhando seus passos… mesmo sem querer fazer parte da sua vida de verdade.

 

Pior: algumas permanecem só para vigiar e com corações pesados.

Outras, por ego.

Outras, para não parecer “ruim”.

E existem aquelas que continuam presentes apenas porque não suportam a ideia de perder acesso.

 

O Soft Block, para mim, quebra essa hipocrisia social.

 

Porque ele carrega uma honestidade silenciosa que poucos têm coragem de sustentar.

Sem indireta.

Sem discussão.

Sem teatrinho.

Sem a necessidade infantil de transformar afastamento em espetáculo.

 

Só um limite claro.

 

E limites claros são uma das formas mais bonitas de respeito.

 

As pessoas romantizaram demais a permanência.

Mas nem todo vínculo precisa durar para sempre para ter sido importante.

Nem toda conexão precisa terminar em trauma.

Nem todo afastamento é ódio.

 

Às vezes, é só consciência.

 

Consciência de que as versões mudaram.

Os interesses mudaram.

As prioridades mudaram.

E insistir em manter acessos emocionais por obrigação é muito mais cruel do que partir.

 

Tem algo extremamente elegante em quem entende a hora de sair sem destruir nada.

 

Porque maturidade não é permanecer em tudo.

Maturidade é reconhecer quando já não existe verdade suficiente para continuar ocupando espaço na vida do outro.

 

E talvez seja exatamente por isso que eu gosto tanto do Soft Block:

ele não tenta controlar, punir ou manipular.

 

Ele apenas comunica:

“Eu sigo meu caminho… e permito que você siga o seu também.”

 

Sem barulho.

Sem ressentimento.

Sem precisar transformar despedidas em violência emocional.

 

Num mundo onde as pessoas imploram por atenção até quando já não existe afeto, quem sabe sair em silêncio demonstra uma inteligência emocional absurda.

 

Nem todo adeus precisa ser cruel.

Alguns são apenas adultos.

 

 

Com carinho,

 

Elizandra Santos

 

E-mail:  elizandrasantos@bantumen.com

 

Instagram

 @ellizandra_santoos

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