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Lisboa acolhe conferência de referência europeia sobre os direitos dos doentes

No passado dia 11 de abril de 2026, o Centro Ismaili de Lisboa tornou-se palco de um dos mais relevantes encontros europeus dedicados à saúde e à dignidade humana. A celebração do Dia Europeu dos Direitos dos Doentes, que assinalou também o 20.º aniversário da Carta Europeia na Defesa dos Direitos dos Doentes, reuniu cerca de 150 participantes, entre representantes institucionais, profissionais de saúde, académicos e membros da sociedade civil, num evento marcado pela profundidade das reflexões e pelo impacto das propostas apresentadas.

 

A iniciativa, organizada pela AESEP | Associação Europeia de Saúde Educativa e Preventiva em Epigenética, contou com a coorganização de entidades de prestígio como a Fundação Aga Khan Portugal, a Cruz Vermelha Portuguesa e o Observatório da Saúde dos Povos, entre outras. O evento integrou-se ainda no programa DiversITy, reforçando o compromisso com uma abordagem inclusiva e culturalmente sensível na área da saúde.






Ao longo da manhã, os debates centraram-se em temas estruturantes para o futuro dos sistemas de saúde na Europa. A implementação da Carta Europeia dos Direitos dos Doentes, os desafios associados ao Plano Europeu para 2026, a saúde mental e a prevenção foram alguns dos tópicos que mobilizaram a atenção dos participantes. Particular destaque foi dado à literacia em saúde e ao acesso equitativo aos cuidados, sobretudo em contextos de diversidade cultural e linguística, uma realidade cada vez mais presente nas sociedades europeias.





A saúde das populações migrantes emergiu como uma das prioridades da agenda, sublinhando a necessidade urgente de políticas públicas mais inclusivas e adaptadas às especificidades destas comunidades. Neste contexto, os contributos apresentados no âmbito do programa DiversITy evidenciaram soluções inovadoras e centradas na pessoa, com impacto direto na qualidade de vida dos cidadãos.

 

Um dos momentos altos da conferência foi a intervenção em vídeo de Mariano Votta, representante da Active Citizenship Network no Parlamento Europeu. A sua apresentação trouxe uma visão estratégica sobre o Plano Europeu dos Direitos dos Doentes para 2026, destacando a importância de reforçar a participação cidadã e a responsabilização institucional.




O encerramento ficou marcado por uma reflexão conjunta das entidades organizadoras. Paula Mouta, presidente da associação, convidou todos os parceiros envolvidos a deixarem uma mensagem de reforço e compromisso, sublinhando a importância de colocar os direitos, a dignidade e o bem-estar das pessoas no centro das políticas de saúde. A cooperação entre instituições públicas, privadas e comunitárias foi apontada como essencial para a construção de sistemas de saúde mais justos, inclusivos e sustentáveis.

 

Para além da dimensão técnica e científica, o evento destacou-se também pelo seu potencial de impacto mediático e social, contribuindo para uma maior consciencialização dos decisores políticos e da sociedade civil sobre a centralidade dos direitos dos doentes numa Europa em constante transformação.





Com uma participação qualificada e um programa robusto, esta conferência afirma-se como um marco na agenda europeia da saúde, reforçando Lisboa como um polo de diálogo, inovação e compromisso com o futuro dos cuidados de saúde.

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