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O impacto das atitudes dos PAIS na performance da atleta

Conhecimento, consciência e aplicação: quando a família também faz parte do processo esportivo, o desenvolvimento do atleta não acontece apenas nos treinamentos, nas competições ou dentro das quatro linhas. Ele acontece, principalmente, no lugar para onde a atleta retorna depois de uma grande vitória, mas também — e talvez principalmente — depois de uma derrota: na sua casa.

 

Dessa forma, a família exerce uma influência fundamental na maneira como o atleta vivencia o esporte, lida com os erros, enfrenta desafios e constrói uma relação mais saudável com a competição.

 

Mais do que discutir desempenho, o objetivo é compreender como as atitudes, expectativas, cobranças, palavras e os silêncios dos pais podem interferir na experiência esportiva da atleta.

 

Em cada fase do desenvolvimento, existem necessidades emocionais específicas. Uma criança não possui os mesmos recursos psíquicos de uma adolescente, assim como um atleta em formação não deve ser tratado emocionalmente como um profissional adulto.

 

Compreender essas fases é fundamental para que os pais possam ajustar suas expectativas e oferecer aquilo que o filho realmente necessita em cada momento: proteção, segurança, incentivo, limites, autonomia, reconhecimento e amor.

 

Nesse sentido, acompanhar um atleta não significa apenas perguntar quantos gols ele marcou, quantos minutos jogou ou se venceu a competição. Significa também perguntar:

 

Como ele está vivendo essa experiência? Está se divertindo durante os jogos e os treinos?

 

Se isso não acontecer, situações impactantes poderão acontecer na jornada do atleta, como o medo excessivo de cometer erros.

 

O erro cometido deixa de ser apenas um erro técnico ou tático e passa a representar algo maior para ele:

 

«“O que meu pai vai pensar?”

“Minha mãe ficará decepcionada?”

“O treinador vai me tirar?”

“Será que ainda sou bom o suficiente?”»

 

Quando o erro é associado à perda de amor, reconhecimento ou aprovação, o atleta pode desenvolver uma relação cada vez mais ansiosa com a competição.

 

Por isso, uma das tarefas mais importantes dos adultos é ajudar a criança e o adolescente a compreender que errar não significa fracassar como pessoa.

 

Para transformar a relação entre família e esporte, três movimentos são fundamentais:

 

CONHECIMENTO — compreender o desenvolvimento da criança e do adolescente, suas necessidades emocionais e os desafios próprios do esporte.

 

CONSCIÊNCIA — perceber o impacto das próprias atitudes, palavras, expectativas e comportamentos sobre a atleta.

 

APLICAÇÃO — transformar esse conhecimento em atitudes concretas no cotidiano.

 

Não basta saber que a pressão pode prejudicar. É preciso reconhecer quando estamos pressionando e aprender novas formas de apoiar.

 

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O texto foi fundamentado no Método BASE:

 

B — Base emocional familiar

A — Apoio consciente dos pais

S — Segurança psíquica da atleta

E — Evolução esportiva e performance

 

Anderson do Prado

@pinducaprado

 

Psicanalista | Profissional da Saúde Mental no Esporte

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